O cansaço mental nem sempre é físico. Na maioria das vezes, ele é emocional. E não é diferente quando se tem filhos na rotina.
Pais cansados tendem a reagir mais, escutar menos e tolerar pouco. Pequenas atitudes da criança geram reações intensas, tons de voz mais alto - até gritos -, palmadas e ofensas exageradas, não porque a criança esteja errada, mas porque o adulto já está no limite.
Quando o cansaço não é reconhecido e aceitado, ele transborda. E, muitas vezes, transborda justamente sobre quem está mais próximo. Seja pai, mãe, avô, avó, sobrinhos ou filhos.
Isso não te define como um pai ou uma mãe ruim. Isso te define como um adulto humano, funcional, sobrecarregado e precisando de cuidado.
O problema não é sentir cansaço. É não falar e dar nome a ele, não respeitá-lo e não buscar formas possíveis de regulação, para lidar com ele no momento de intensidade. E com isso podemos ter atitudes que nos fazem sentir culpa depois que passa toda a tempestade.
Vou citar aqui, 4 sinais de alerta para quando começar a se preocupar com o cansaço e buscar auxílio profissional para lidar com as situações que envolvem:
-
Irritação frequente
-
Respostas automáticas
-
Culpa constante após conflitos
-
Sensação de estar sempre falhando
Mas como se olha para esse ponto, sem prejudicar a rotina e ao mesmo tempo cuidar de si mesmo? Essa pergunta pode parecer impossível de responder, ou até traz dificuldade na resposta. Pois quando estamos no meio de toda a situação temos um certo bloqueio em expandir nossa visão. Vou te passar alguns ajustes simples que podem ser feitos no dia a dia, que dependem mais de você do que seu ambiente:
-
Refletir sobre as expectativas, se estão de acordo com a realidade ou não;
-
Criar pausas possíveis, pelo menos 15 minutos, não irá atrasar sua rotina;
-
Compartilhar responsabilidades, convide seu(s) filhos e companheiro(a), eles também moram na casa;
-
Pedir ajuda sem culpa, você não será menos por isso.
Cuidar de si não afasta dos filhos, mas ensina eles a se manterem próximos.
Quando o adulto se cuida, a relação deixa de ser lugar de descarga e volta a ser espaço de vínculo.
Te vejo na terapia.
💖