Crianças são ótimas observados mas péssimas intérpretes, e isso vale para todos os âmbitos incluindo a maturidade emocional. Logo elas não aprendem sobre emoções apenas pelo que lhes é dito, mas principalmente pelo que observam. Quando um adulto nomeia o que sente, ele ensina algo que vai muito além da palavra: ensina reconhecimento emocional.
Falar e nomear para a criança e adolescentes que convivem - e até mesmo para outros do dia a dia -, “estou irritado”, “estou triste”, “estou frustrado” não fragiliza sua autoridade dentro de casa. Muito pelo contrário, humaniza e flexibiliza a relação, além de oferecer à criança um repertório emocional que ela ainda está construindo.
Quando emoções não são nomeadas, elas se manifestam em comportamentos confusos, grito, junto com risadas, choro com certa violência, dizer não mas fazer exatamente o que não quer, por exemplo. A criança sente, mas não entende. Reage, mas não sabe explicar. Orientar a nomear as emoções auxilia em muitas coisas no convívio diário, por exemplo, auxilia a:
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Desenvolver vocabulário emocional
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Reduzir comportamentos explosivos
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Aumentar empatia e autorregulação
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Fortalecer o vínculo
Não se trata de despejar emoções na criança, mas de mostrar que sentir faz parte da experiência humana — e que é possível lidar com isso de forma responsável.
Educar emocionalmente não é evitar conflitos, mas atravessá-los com consciência.
A criança aprende a se escutar quando alguém, antes, ensinou que emoções podem ser ditas.
Te vejo na terapia.
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